Amigos rasparam o cabelo para apoiar P. Júnior,
que luta contra a leucemia(Foto: Reprodução)
Diagnosticado com leucemia há cerca de um mês,
o atacante Paulo Junior, ex-América-RN, realiza tratamento à base de
quimioterapia há três semanas em um hospital do Recife, cidade para onde
se mudou após defender o Salgueiro na Copa do Nordeste. Recentemente, o
jogador de 31 anos divulgou uma foto em seu perfil de uma rede social
mostrando a cabeça raspada e agradecendo as orações de familiares e
amigos. Em forma de apoio à difícil situação pela qual passa o atleta,
vários amigos de Paulo também rasparam o cabelo e postaram fotos e
vídeos na internet nos últimos dias. Um deles foi Edinho
Cardoso, amigo de longa data e auxiliar técnico do Potiguar de Mossoró,
time que revelou Paulo Junior em 2004. A gente tem um grupo
de amigos que existe há uns seis ou sete anos. Essa doença do Paulo
Junior nos pegou de surpresa e, depois do processo com a quimioterapia,
que o cabelo dele caiu, nós resolvemos raspar o cabelo também. Depois
disso, acho que umas 30 pessoas já cortaram o cabelo. Criamos essa
corrente positiva para dar apoio moral a ele. E ele se sente muito bem
com isso - contou Edinho. Além de Edinho, o preparador físico Gilterlan
Ferreira, o atacante João Batista (conhecido como Mossoró) ambos com
passagens pelos clubes mossoroenses -, e Magno Ramon, preparador de
goleiros do Al Wasl Sports Club, de Dubai, nos Emirados Árabes, onde o
atacante jogou por seis temporadas, também fizeram postagens em
solidariedade ao jogador, que ainda precisa de doações de sangue para
seguir sua recuperação. O Edinho é amigo de longo tempo. O
Magno também. Alguns amigos rasparam (o cabelo), dando força. Achei
muito legal. Eu não esperava por isso - disse Paulo Júnior ao
GloboEsporte.com, revelando que as fotos e vídeos dão ainda mais força para enfrentar a doença. Os
pais e uma tia do jogador se revezam para acompanhá-lo 24 horas por dia
no Instituto de Medicina
Integral Professor Fernando Figueira (Imip), no Recife, onde está
internado e faz o tratamento. Ele conta que as visitas de familiares e
amigos o fortalecem bastante neste momento.

Pai de dois filhos e aguardando a chegada de uma menina até o
dia 20 deste mês, o atacante confessou que a velocidade dos
acontecimentos entre o diagnóstico da doença e a quimioterapia foi
tamanha que "ainda não caiu a ficha". Além do nascimento do terceiro
filho, as manifestações de carinho dos amigos e o apoio incondicional
dos familiares, Paulo Junior revela que um fator, em particular, o
motiva muito: voltar a jogar futebol. Foi tudo tão rápido que ainda não caiu a ficha que estou parado (sem
jogar futebol). Se Deus quiser, e eu acredito, vou voltar a fazer tudo o
que vinha fazendo. Isso me motiva bastante - confessou. Paulo
Junior nasceu em Natal e já vestiu a camisa de outros clubes potiguares
- além de América e Potiguar como ABC e Baraúnas, mas fez carreira
mesmo no exterior atuando
principalmente em países árabes, como Omã, Bahrein, Arábia
Saudita e Emirados Árabes, além de ter passagens pela França
e Coreia do Sul. Em fevereiro deste ano, Paulo deixou o América para defender o
Salgueiro. Antes de ser internado em um hospital de Juazeiro, na Bahia,
no dia 7 de março, com sintomas de anemia, ele fez três partidas pelo
time pernambucano e estreou marcando dois gols na vitória por 3 a 0
sobre o Moto Club, pela Copa do Nordeste.
Por Klênyo GalvãoNatal
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